Crise dos 20 e poucos anos: A geração de relacionamentos rasos e “tempos líquidos”

Posso dizer que, para escrever esse texto, usei muitas experiências da minha própria vida… infelizmente ou felizmente! 

Há um tempo atrás, eu me via como uma pessoa que era extremamente difícil de se apaixonar. Seguia livre, leve e solta, além de ser uma pessoa que, ao meu ver, era difícil de se lidar. E é por isso que eu tive muitos “casos”, mas apenas poucos deles eu realmente tinha vontade de ‘apresentar para a família’. Esse tipo de pessoa, como eu era, tem suas vantagens e desvantagens na vida. Uma vantagem era que, pelo menos, eu não sofreria por amor, né!? E a desvantagem, era que eu REALMENTE não sofreria por amor… ao menos era o que eu pensava.

Sempre achei que relacionamentos eram muito importantes para se começar com uma pessoa que você não tinha uma conexão ou tivesse um sentimento genuíno. Pra mim, um namoro significa que você gosta da pessoa o suficiente para se imaginar com ela para sempre. Talvez hoje o pensamento seja outro e os relacionamento tenham prazo de validade – como o amor também – porém, as vezes precisamos ser mais antiquados se quisermos algo duradouro não é mesmo?

Mas como saber se aquilo que você estava vivendo com a pessoa era realmente um “AMOR” se nunca tivesse realmente AMADO alguém? Na época, era uma pergunta difícil pra mim. Infelizmente, até hoje relacionamentos são criados sem ao mesmo se perguntarem se aquilo que sentem é forte o suficiente para denominarem como “AMOR”, e é assim que são criados os relacionamentos superficiais. Devo dizer que eu vivi um namoro superficial por um período de tempo. Não minha culpa, mas porque eu não sabia na época o que era se apaixonar de verdade…

Foto: Reprodução

 

Ele sempre foi um cara simpático, engraçado e bom de se estar, principalmente – e quase exclusivamente – em roda de amigos. Por isso dei uma chance para mim mesma e me envolvi com mais seriedade. Bom, foi aí que começamos a namorar.

Me impressiona como um indivíduo pode ser duas pessoas totalmente diferentes dentro de um relacionamento (e fora dele). Você começa a conhecê-lo melhor no decorrer do tempo.

O apresentei para minha família e, claro, fiz todo o ritual de sempre. Viajamos, fazíamos sempre o que ele queria fazer na maioria do tempo, saímos para ouvir as “bandas” que ele gostava de ouvir e eu até almoçava no domingo com a família dele, mas em todo o momento não me sentia completa. Eu não sentia o “tchans” que muitos dizem sentir quando estão apaixonados. Eu pensava: “Será que esse é o normal de uma relação? Será que isso que eu estou imaginando é só boato? A relação vai ser essa monotonia sem fim?”. Então continuei seguindo e namorando com ele. Por um tempo.

Sempre fui uma pessoa que valorizava muito a liberdade pessoal. Pra mim, a construção saudável de um bom relacionamento é, acima de tudo, a confiança e o respeito. Isso é o pilar da relação. Quando esse exato pilar começou a ser afetado por ele, foi um grande fator para eu repensar tudo que estávamos vivendo. Não éramos compatíveis, parecíamos de dois mundos diferentes. Além disso, ele não fazia questão sequer de demonstrar carinho – ou nunca fez questão de se importar. Até no dia dos namorados: Eu comprei um presente para o dito cujo e a coincidência foi que ele comprou também! Só que para ele mesmo! Sim.

Foto: Reprodução

 

Leia também: Crise dos 20 e poucos anos: A famosa “minha vida estagnada

Foi aí que eu terminei tudo. A masculinidade é tão frágil que até quando você está terminando o namoro em uma estação de metrô e liga para pedir um táxi, ele falava que estava traindo com o motorista de Uber esse tempo todo. Mas percebi que aquele término me abriu os olhos para muitas coisas na vida.

Mesmo que naquele momento parecesse péssimo, pensando a longo, prazo foi maravilhoso. Isso me proporcionou um caminho totalmente novo que fez eu me apaixonar pelo meu melhor amigo na época – que incrivelmente estava lá o tempo todo, só eu não vi. E foi ali que eu percebi o que era realmente amar e ter uma conexão intensa com alguém. Sabe aquele “tchans”? Aconteceu e não foi algo raso. Alguém que você se importa, que cuide de você, seja romântico, engraçado, ria das suas piadas sem sentido, te faça companhia vendo realitys totalmente nada a ver, que goste do seu misto quente (mesmo você sabendo que ele é normalzão), te elogie todos os dias e sempre te coloque pra cima e que, acima de tudo, esteja com você nos momentos bons e ruins. Preste atenção, porque o amor está nas pequenas coisas e nos pequenos gestos, só basta saber interpretá-los.

Sempre falo para minhas amigas o quão importante é achar alguém que as completem verdadeiramente e que seja correspondido. Que não fique em um relacionamento que não merece estar. O namoro não precisa ter um prazo de validade. Cada indivíduo merece achar uma pessoa que a faça genuinamente feliz, que a mereça e que não hesite quando se trata de passar a vida ao seu lado. Pense nisso!

O que vale a final das contas é você encontrar aquele “TCHANS”.

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